E ai, compartilhou?

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Artigo| E aí, compartilhou?

10 de outubro de 20120

JALUSA BIASI GALANT*

Quando colei grau em Direito, em 2003, na Federal de Santa Maria, as escolas de preparação para concursos tradicionais ministravam aulas somente em Porto Alegre. Por aqueles lances do destino, um mês antes da minha formatura, estive em São Paulo, onde fui apresentada ao sistema de ensino telepresencial, aulas via satélite. Tendo sentido na pele o custo emocional da distância da família, o investimento financeiro para morar longe de casa (sou de Itaqui e aos 14 anos fui estudar em Santa Maria) e conhecendo a realidade dos formandos, vi naquele sistema de ensino, além de uma solução, uma revolução na forma de transmissão do ensino jurídico. Era também uma forma de democratizar o acesso ao conhecimento.
Durante sete anos, trabalhei na implementação e divulgação de escolas com este método no RS. Vivenciei momentos de transformações de vidas, pessoas sendo aprovadas em cargos de seus sonhos. De lá para cá, os resultados do último Censo da Educação Superior (Inep/MEC), de 2006, demonstram o crescimento nos cursos de educação à distância. De 2003 a 2006, houve um aumento de 571% em número de cursos e de 315% no número de matrículas. Em 2005, os alunos de EAD representavam 2,6% do universo dos estudantes. Em 2006, essa participação passou a ser de 4,4%.
Esse universo cresceu e está crescendo. Hoje, vivemos uma nova revolução: não mais no meio de transmissão e de acesso ao conteúdo, mas, sim, na forma de comunicação desse conteúdo para a já famosa Geração Y. O MEC, na Portaria 4.059, desde 2004, autorizou que 20% da carga horária em faculdades de Direito seja ministrada de forma online. Ou seja, temos um mundo de atividades no qual a comunicação e formato apropriados poderão ser usados para conquistar a atenção dessa turma.
A hora é agora. Quem comentou primeiro no seu blog, tuitou e compartilhou no Facebook terá maior audiência. Não que se dará adeus à reputação jurídica com respaldo em títulos acadêmicos. Eles agregam muito valor e o profissional deve manter a constante atualização e muito estudo. A questão é atualizar também a forma de comunicar esse conhecimento e entregar a informação no tempo certo de ser compartilhada. #FICAADICA de uma colega apaixonada pela ideia de difusão do conhecimento, marketing jurídico e vendas que, ao sair “do” Itaqui não desaprendeu o sotaque nem se esqueceu dos ensinamentos da mãe professora que dava aulas cantando ao som do seu violão e sempre dizia: “Todo professor é antes de tudo um comunicador”.

*Coordenadora regional do Portal Atualidades do Direito


 
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Constituindo cidadãos.

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urna

Hoje HÁ EXATOS 24 ANOS, entrou em vigor a Constituição Federal, chamada de Constituição cidadã. Cidadã, porque além da proteção de antigos direitos, inovou com os direitos difusos e coletivos, mas, principalmente ela devolveu ao cidadão a sua parte de responsabilidade na condição de protagonista da forma de governar a estrutura da cidade, Estado e País.Depois dos anos de ditadura militar o povo estava mal acostumado a delegar a eles (militares) a governabilidade e a culpa pelo sistema falho.Por ver tanta gente falando da desnecessidade do voto, gostaria de saber, qual a forma de governo ou quem deveria caber essa escolha? Acho que na democracia o voto nulo e em branco demonstra que ela é tão justa que sequer proíbe a sua própria negação. Afinal, se o poder emana do povo, #COMOFAZ? Seria legal que nas escolas da vida fosse ensinado o conceito de Poder Constituinte e da importância da divisão de poderes, do freio e contra-pesos. Não é a política a culpada, ela advém dos protagonistas da pólis. Quem são, os antagonistas afinal?