Edital Pós-Graduações Ead Uninter Abril de 2015

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EDITAL PÓS ABRIL

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COMO NOSSOS PAIS

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RESENHA DO ARTIGO “AVALIAÇÃO EDUCATIVA: PRODUÇÃO DE SENTIDOS COM VALOR DE FORMAÇÃO”

Lendo esse artigo me veio á cabeça um refrão de uma música consagrada na interpretação da Elis Regina (que hoje faria 70 anos), a letra diz assim:

Minha dor é perceber, que apesar de termos feito tudo que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais.

(…) mas é você que ama o passado e que não vê, que o novo sempre vem.

Quem seriam os “ídolos” em sala de aula?

Pela minha experiência como Aluna, para os Professores (e sociedade em geral), os ídolos são os alunos melhores em notas (ou com melhores conceitos de avaliação).

Eles, em regra, quase sempre não são questionados se entenderam o que reproduziram com louvor na prova (principalmente quando a avaliação é restrita a questões “decorebas”).O perigo é Professor ficar satisfeito porque tem “os melhores em notas” e crer que com isso a sua metodologia e forma de avaliar deram certo.

E quem não vai bem? Como fica?

Quem não tem em sua “memória afetiva-pedagógica” o desapontamento dos pais diante de uma nota “baixa”?Precisamos falar mais sobre eles.

Penso que a escola tem os seguintes desafios:

Poder dialogar com os pais que permanecem acreditando na cultura de “rankeamento” propagandeada na mídia.

Segundo, buscar reverter a lógica ainda vigente sobre avaliações: meu filho tem que ser o melhor em nota. Se a escola não está bem colocada na avaliação governamental a culpa é da Escola. Agora, se a Escola está bem avaliada, a culpa da nota baixa do meu filho só pode ser do Professor.Será que é tão simples assim?

Você me pergunta pela minha paixão, digo que estou encantada com uma nova invenção. Mas escutam-se vozes de mudança. São os Professores que quebram essa lógica com a ferramenta da metacognição. Pensando em formar cidadãos ele faz o aluno pensar. Sem decorar ele questiona os pais em casa, envolvendo-os nesse ciclo de “pesquisação”.

Como o Professor faz isso? Não é mágica, é a ciência da interminável conjugação de ensino com contexto, ensino com olhar na pesquisa, no estímulo da dúvida, na aula que não acaba quando termina. E principalmente ele tenta!

Esse Professor que não é profeta, é docente, ensina e é ensinado.

Sei que nada vai ocorrer sem tensionamentos.

Entendo também a preocupação dos pais que querem que os filhos “deem certo” na vida e que o desempenho escolar é o mais provável meio de conquista de um lugar ao sol .

Por isso, não se pode negar que o ensino também tem que ter “utilidade” para o ingresso no mercado de trabalho. A reflexão é, desde que além disso nesse ensino também esteja contida a intenção da formação. E formação não é feita apenas com uma métrica, dura, objetiva. Formar com valores prescinde ensinar com os valores e com todos os sujeitos dentro e fora da sala de aula. Aprendemos juntos e mediados com o mundo.Assim, não decorarmos e sim”apreendermos” com a nossa história, afinal como diz Boaventura Santos, todo conhecimento é auto-conhecimento.

Por isso, quando eu vou á uma formatura e na hora da homenagem aos pais, escuto a música “Como nossos Pais”, me pergunto? O que será que eles entendem quando a letra da música diz:

Já faz tempo, eu vi você na rua, cabelo ao vento, gente jovem reunida, na parede da memória, essa lembrança é o quadro que dói mais, minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais.

Talvez, se tivessem tido a possibilidade de conviver em sala de aula, em casa ou no pátio da escola com pais e Professores que os estimulassem á construção de um conhecimento coletivo, inserido com uma família que não delega o processo de aprendizagem só para a Escola, com emancipação,visão histórica e multifatorial saberiam que a letra é um hino de desacomodação e não de “normalização”.

Leia o artigo do autor José Dias Sobrinho e que inspirou a resenha em: http://www.scielo.br/pdf/aval/v13n1/a11v13n1

Um abraço.

Jalusa Biasi Galant

Advogada e Mestre em Gestão Educacional.

Bibliografias de apoio:

GHIRARDI, José Garcez. Ensino participativo o protagonismo do aluno. Blogspot, 17 de fev.2014. Disponível em: < http://professorgarcez.blogspot.com.br/2014/02/ensino-participativo-o-protagonismo-do.html >. Acesso em: 20 mar. 2014.

FREIRE, Paulo.  Pedagogia da autonomia. São Paulo :Paz e Terra, 1996.

SANTOS, Boaventura de Sousa. Um discurso sobre as ciências. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2008.

Aliens

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Sobre as manifestações, não questiono a legitimidade.Já disse, eu perdi a eleição também. Acho que tem muita coisa errada, mas tem no Judiciário e no Legislativo também (vide meu post sobre as relações de poder).

Mas gente pra que essa dualidade toda, se até os pesquisadores confirmam que não existe mais a verdade científica, querer uma única verdade para as ciências  humanas é no mínimo um convite para uma bateção de boca.E o que tenho visto é gente querendo provar a qualquer custo que a sua razão é melhor que a do outro.

Eu estou criando uma metodologia para conversar sobre o tema manifestações.

Primeiro eu pergunto se todos nascemos com iguais condições aqui na Terra Brasilis?

Se a pessoa diz que sim. Ok. Bolsa família é a cachaça do acomodado.

Se não,aí eu peço para olharmos para o silêncio de ontem nas vilas e periferias. Qual o contexto atual? Como era antes das políticas públicas?

Aí vou tentando fazer a pessoa refletir que não tem essa de “eles” ganham sem receber. Eles são credores, meu caro.

Aí a pessoa me diz: eu pago os meus impostos, não devo nada para ninguém.

Trago algumas hipóteses para vermos se realmente não devemos nada:

1-Quem de nós acumulou e não dividiu nem que seja um pouco?

2-Quem de nós se coloca no lugar do outro?

3-Quem só pensa em seu consumo próprio?

Por fim, penso que nascer sem nada ou com muito pouco é o que separa as pessoas. E é bom lembrar que somos todos da mesma raça (sei que tão pedindo intervenção alienígena, mas parece que os caras não tão querendo assumir a gestão de crise daqui não).

É, mas pensando bem, talvez com a revolução dos Aliens, o sentido da palavra humanidade vai ter maior significado.

Palestra não é educação corporativa.

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Trabalhar é gerar cultura, “transmitir” informação não é educar. Dessa forma, para haver uma mudança é necessário inicialmente olharmos para a forma que a empresa entende o que é educação corporativa e o que é humanização das relações de trabalho.

Estudos em educação demonstram que significar gera maior aprendizagem do que decorar, assim, uma empresa que se propõem ensinar e aprender deve ter em mente que a educação deve priorizar o método de “ensinagem” e não achar que basta disponibilizar um conteúdo em sua universidade corporativa. Do contrário vira decoreba sem repercutir em uma prática. Então, a primeira inovação proposta é rompermos com o modelo tradicional de ensino, onde o professor (líder, coordenador, supervisor, chefe, palestrante) falando transmite o conteúdo e depois cobra na prova. Nas empresas, “as provas” de conhecimento poderiam ser representadas desde de um texto de um e-mail, um atendimento ao cliente, uma negociação de um contrato com fornecedores, indo para as apresentações em reuniões da diretoria, atendimento das normas do programa de compliance, chegando na comunicação dos resultados dos indicadores de desempenho da área.

Para auxiliar a gerar ou mudar uma cultura, uma estratégia é o uso da escrita reflexiva com diálogos a partir delas dentro do  dia a dia das equipes em busca do resultado pretendido. O método trabalha com situações práticas e através delas a equipe compreende os conceitos que a empresa quer que sejam “apreendidos”. Mas, mais do que isso ela trabalha com a relação humana do trabalho.

Com um caderno, uma ferramenta quase simplória em tempos tão tecnológicos pode-se mudar positivamente o clima da equipe criando um ambiente favorável a aprendizagem. As escritas da equipe, aliadas á uma hora de reunião por semana, onde também são usados princípios da gestão democrática, geram um sentimento de que todos são “donos” daquele aprendizado. Em esse “sentir” retoma a humanização na relação de trabalho porque aqueles sujeitos são reconhecidos como alguém além de funcionários. O diálogo proporcionado pela escrita reflexiva integra-os como pessoas que já chegam naquela empresa com um conhecimento prévio e que na maioria das vezes são desconsiderados pelos gestores. Além disso, a escrita proporciona a reflexão individual do porque faço sempre assim, gera um estímulo da autonomia na tomada de decisão e seus reflexos (também chamada de horizontalização da responsabilidade). Assim o líder abre espaço para um maior protagonismo daqueles colegas (não mais somente vistos como liderados) e que compõem o conhecimento sistêmico daquela unidade de trabalho a qual faz parte de um todo (a empresa). É importante ressaltar que nessa interação o desafio para a equipe é enfrentar os seus erros e acertos como pertencentes de um processo de desenvolvimento coletivo onde todos são mediadores desse saber fazer para o melhor para mim e para a empresa.

Pelos resultados obtidos na investigação do meu projeto de Mestrado em Gestão Educacional sobre aprendizagem dialógica em empresa jurídica, demonstro que mesmo com a necessidade das empresas em estipular metas e seguir normas, é através da empatia durante a ação de mobilização de uma equipe para o resultado que ele  vai ser concretizado. O desafio é estabelecer um modo de integração, que leve em conta a ideia de construção do conhecimento em grupo,com sensibilidade e baseado na consciência dos gestores da necessidade da humanização das relações de trabalho. Empresas que inovam, humanizando as relações, tendem a médio ou longo prazo, verificar a influência dessa opção na retenção de talentos, permanência da equipe (diminuição do turnover) e cada vez mais se destacar em uma realidade de mercado tão competitivo. Cito por fim, a lei Anticorrupção e a mudança da cultura.Atenção para essa lei que vai doer no bolso das empresas que continuarem acreditando que educação corporativa é apenas transmitir informações com treinamentos e manuais sem buscar primeiramente aprenderem a aprender.

BIBLIOGRAFIA:

ANASTASIOU, Léa das Graças Camargo; ALVES, Leonir Pessate (Org.). Processos de ensinagem na universidade: pressupostos para as estratégias de trabalho em aula. Joinville, SC: UNIVILLE, 2004.

 CUNHA, Maria Isabel. Contra o desperdício da experiência: a pedagogia do conflito revisitada. 1. ed. Porto Alegre: Redes, 2009.

FREIRE,Paulo;Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2014.

 

RIOS, Terezinha Azeredo. Compreender e ensinar: por uma docência da melhor qualidade. São Paulo: Cortez, 2001.

RIOS, Terezinha Azeredo. Ética e competência. São Paulo: Cortez, 1993.

Balas “Toffoli”

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De forma bagual:
Juiz Natural é um princípio constitucional que diz que para julgar uma causa o juiz deve ser 1) previamente constituído 2) essa competência deve ser determinada previamente e para causas abstratamente previstas (não pode para causa X ou y). Se o juiz for constituído para caso determinado,o referido princípio foi pro brejo com corda e tudo.
Para uma explicação com fundamentação técnica de primeira qualidade vide o Post do perfil do Professor Auri Lopes Jr (esse sabe).
Vai uma bala “Toffoli” aí?

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Não existe “O Poder”

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Portanto, não existe ‘o Poder’, o que existe são relações de poder, isto é, formas díspares, heterogêneas, em constante transformação. O poder não é um objeto natural, uma coisa; é uma prática social e, como tal, constituída historicamente. […] Uma das principais ideias que perpassam a analítica do poder de Foucault é uma espécie de deslocamento em relação á teoria política tradicional, que atribuía ao Estado o monopólio do poder. O que parece evidente nas investigações de Foucalt é a existência de uma rede de micro-poderes a ele (ao estado) articulados e que atravessam toda a estrutura social. Portanto, trata-se de buscar analisar o poder partindo não do seu centro (Estado) e ver como ele se exerce em níveis mais baixos da sociedade (análise descendente), mas o inverso, isto é, partir desses micro-poderes que atravessam a estrutura social e ver como eles se relacionam com a estrutura mais geral do poder que seria o Estado (análise ascendente).(DANNER*, 2009, p.787).

Sou a favor do controle social, das manifestações e passeatas. Mas acima de tudo da legitimidade do voto.Eu votei pela alternância do poder, mas fui vencida.

Vamos manifestar nossa insatisfação, nosso descontentamento. Vaiar, bater panela ok. Exigir uma mudança no comportamento de seu Representante, ou até de de quem não nos representa, BRAVO!

Mas vamos repensar a nossa, muitas vezes turva, visão do Poder.

“O Poder” não está só nas mãos do Executivo, porque o que existem, ao fim ao cabo, são as relações de poder.

Lamento, mas o Impeachment não vai mudar o Brasil, apenas isso.

E é sempre bom lembrar que o Bolsonaro é a favor do Impeachment.

*DANNER, Fernando. A genealogia do Poder em Michel Foucault. Porto Alegre.Iv Mostra de Pesquisada Pós-Graduação, 2009. Disponível em: < http://www.pucrs.br/edipucrs/IVmostra/IV_MOSTRA_PDF/Filosofia/71464-FERNANDO_DANNER.pdf >.

A (IN) EXISTENCIA DO CONTRATO DIDÁTICO EM SALA DE AULA E A EFICÁCIA DO CONTRATO EDUCACIONAL NO ENSINO SUPERIOR

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Trabalho apresentado na X Semana de Extensão, Pesquisa e Pós-graduação – SEPesq Centro Universitário Ritter dos Reis,ocorrida nos dias 20 a 24 de outubro de 2014.

Link:

http://www.uniritter.edu.br/eventos/sepesq/x_sepesq/arquivos_trabalhos/2968/279/283.pdf