Não vou.

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Antes que me perguntem .

Eu não vou para rua amanhã.Eu fui ontem.

Aliás, tenho ido todos os dias.

Faço política diariamente.

Mas, especificadamente, tenho feito política na seara da defesa dos direitos das mulheres.

Ontem, falei para 12 mulheres. Parece pouco. Mas não vou mudar o mundo em apenas um dia de fala.É um trabalho contínuo e precisamos começar.

Conversamos sobre história, sobre cultura, sobre dominação e ouvi experiências dolorosas de abusos.Vi a cooperação feminina sendo mais eficaz que o Estado na proteção dos nossos direitos (conheça o movimento Vamos Juntas).

O meu trabalho de  conscientização é um trabalho de formiguinha. Um dia depois do outro e sempre.

É rico, é real. Transforma quem fala e quem ouve.

Há tempos sou crítica da falta do contextualismo, não por acaso o Direito mesmo me frusta como ciência,porque só tenho visto eficácia (Beijo para  minha Profe Bernadete dos Santos, ela sabe  o porquê dessa menção) quando ele oportuniza a busca igualdade real e não a formal .

Atenção Família e Escola,  precisamos falar sobre política.Por isso, por favor, não calem nossos jovens em função de um modelo de submissão repetido e normalizado só porque é mais fácil de lidar.Vamos enfrentar que o problema não é o conflito gerado por quem contesta e sim pela falta de estrutura de mediar e resolver .

Não sou contra quem vai amanhã.Isso também é um exercício de cidadania. Mas não me mandem tirar a bunda da cadeira porque não vou sair amanhã. Fazer política vai além de vestir verde e amarelo.

 

Jalusa Biasi Galant

 

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