Empatia no trabalho, por Michele Cioccari e Jalusa Galant

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Ser empático, ou seja colocar-se no lugar do outro. No trabalho, essa habilidade muitas vezes é esquecida e nem mesmo valorizada pelas empresas.

Hoje começo aqui no Blog a série de textos sobre temas, onde propus para amigos conhecidos e desconhecidos pensarem comigo sobre a vida, nossos papéis nela e toda a complexidade de sermos humanos.

Fala aí Michele:

Não sou mãe. Mas entendo.

O fato é que nunca quis ser mãe. Nem me casar. Sei lá. Nunca achei que fosse para mim.

Ah! Tenho 38 anos, sou servidora pública. Tive namorados. Desde os 15. Até os 36. Não sei se encerrei a carreira, but… por ora… como diz meu pai, vamos aguardar.

Mas, no serviço público, há algo de muito… estou procurando a palavra… desculpa, não achei. Normal! As pessoas se encontram, namoram, casam, tem filhos. E a vida segue.

E pessoas como eu, que não se casaram, nem tem filhos… hummm.. nessa idade?! Meio estranho… mas pode levar mais trabalho para casa, já que tá livre?

Poderia ser isso, e é!

Mas nem sempre!

A linha parece ser pá de lá pá de cá com certas pessoas. Eu entendo ser importante a cor do cocô do filho dela e a explanação é dita enquanto faço um relatório. E ela ouve de mim coisas de trabalho às 4 da tarde de domingo ou comidinha gourmet quarta à noite – amo cozinhar. E nos entendemos.

E a vida segue. Pra mim, para ela.

Empatia no trabalho, por Jalusa:

Eu viajo bastante. Isso faz com que eu tenha que me organizar em casa, com meu marido e minhas cadelas. Viver em um hotel muitas das vezes 04 dias da semana fora, apesar de eu amar o que faço, na finaleira eu estou “na capa da gaita”. Acabada física e emocionalmente.

E já que o tema é empatia, no mundico corporativo, tiro de letra, quase tudo. Menos a insensibilidade de quem enxerga só as planilhas de custos e não olha as pessoas que estão por de trás delas.

Há tempo apenas citei em uma postagem que os indicadores possuem segredos internos, ou seja, que existem frases que não cabem em indicadores: https://jajagalant.com/2014/06/05/frases-que-nao-cabem-nos-indicadores/

E isso tem tudo a ver com olhar o outro, entender o contexto pessoal, econômico e emocional antes de julgá-lo.

E quando tu nunca viveu a rotina do outro, tende a fazer julgamentos somente pela tua visão e talvez, nem queiras se colocar no lugar do outro, uma porque isso poderá não ser cultura na empresa e duas isso dá mais esse trabalho.

Eu sei que as empresas possuem políticas de diminuir custos, ademais em tempos bicudos e de crise.

Mas penso (eu e essa minha mania de pensar), a empresa que quiser efetivamente ter o retorno financeiro cada vez maior e sustentável, diminuindo a rotatividade da equipe é imprescindível desenvolver o aspecto humano em todas as áreas. E quer coisa mais humana que olhar e se colocar no lugar do outro?

Como então D. Jalusa tu trabalharias a empatia no trabalho? No mundo dos sonhos, eu proporia á Diretoria de RH e MKT uma campanha de conscientização chamada: VESTINDO O CHAPÉU DO OUTRO.

O primeiro momento da campanha, seria colocar o nome de todos os colaboradores em um chapéu e gravar vídeo desse chapéu circulando pela empresa e onde todo (incluindo Presidente e Diretorias) ao retirar o papel (onde constaria o nome, cargo e setor do colega) teria no máximo 02 minutos para dizer o que imagina que seria mais difícil no dia a dia do colega que ele sorteou.

E assim dupla por dupla iria ter 01 dia trocado e finalizaria a campanha com um encontro (um café da manhã, por exemplo) onde iriam conversar sobre essa experiência e seria gravado um vídeo do ANTES e DEPOIS da experiência.

Vocês devem estar pensando: AH, mas isso iria dar muito trabalho.

Mas vem cá, me diz uma melhoria de clima organizacional que não dá?

E não sou eu que estou dizendo, coloca no Google: Empresas mais humanizadas e resultados.

Trago apenas 01 dos links que encontramos nessa pesquisa:

http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/gestao-humanizada-aumentando-a-produtividade-e-retendo-talentos/80179/

E você, o que acha disso?

Escreve nos comentários.

Qual o teu e-mail e qual temas queres falar?

Bjaluss

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5 comentários sobre “Empatia no trabalho, por Michele Cioccari e Jalusa Galant

  1. Marilia barcellos

    Em tempos de crise (essa já virou jargão), sai na frente a empresa que, na escassez de recursos financeiros, faz do fator humano o seu diferencial.
    De nada adianta investir no produto, independente de qual seja, se não conhecemos nosso cliente. E quando digo conhecer é que falo em empatia. Esta habilidade revolucionária das relações humanas.
    Depois de alguns anos participando de intervenções vinculadas a qualidade de vida no universo corporativo sou certa de que aí está o X da questão. Posso ser Top of Mind, eu posso ter o melhor produto e até os melhores indicadores mas se a minha capacidade de sentir além de mim mesma (e isto sim é empatia) não estiver viva, morre aos poucos todo o sentido de existir de uma corporação.
    Deixo como sugestão de leitura o sensacional: O poder da Empatia. Autor: Roman Kzrnaric

    • Jalusa Lima Biasi Galant

      Adorei a participação Marília,vou ler o livro. E quando a empresa esquece que o colaborador é um cliente interno e só enxerga valor em entregar benefícios para o cliente externo?Eu vivo falando que a empresa tem que fazer escolhas. Ou quer batedores de ponto ou apaixonados pela marca.Aguardo um tema para escreveres comigo.Beijos!Gratidão.

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