Respeitem os gordos

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gordo é lindo

respeitem os gordos

Leiam o texto da Clara Averbuck:

http://resistir.braletteboutique.com/clara-averbuck/

Sabe Clara, eu te entendo.É um conflito diário, entre o que querem da gente e o que a gente é. Eu convivo com essa luta de poder ser feliz com o corpo que me carrega a quase 40 anos e o padrão exigido. As vezes consigo ser tão feliz e esqueço que não sou magra. Aí vou comprar uma roupa e fode tudo. Porque o G e as vezes o GG são na verdade um M para o meu biótipo. Quando eu era mais nova era pior e eu me criei ouvindo que com essa minha “cara linda” e esse “meu temperamento alegre” nunca ficaria sozinha. Achei que ter casado me desse um condicional, que nada. A gente não para nunca de ser cobrada. O papinho de ter saúde muitas vezes mascara a gordofobia alheia. Óbvio que eu me cuido, óbvio que eu busco ser saudável. Mas tudo isso sendo gorda, gente! Entendam. Aceitem. Somos seres únicos e DIFERENTES.Metabolicamente diferentes.Vamos cuidar de nós mesmos?Respeitem os gordos, pessoal.

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No drama

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Eu tenho dificuldade quando não consigo algo que quero.

Eu tenho dificuldade de desistir de algo que sonho.

Eu não aceito quando não aprendo algo.

Eu aprendo mais quando eu erro.

Por isso quando teimo,não reclamo das consequências.Peço desculpas se minha teimosia prejudicou alguém.E sigo frente.

Aliens

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Sobre as manifestações, não questiono a legitimidade.Já disse, eu perdi a eleição também. Acho que tem muita coisa errada, mas tem no Judiciário e no Legislativo também (vide meu post sobre as relações de poder).

Mas gente pra que essa dualidade toda, se até os pesquisadores confirmam que não existe mais a verdade científica, querer uma única verdade para as ciências  humanas é no mínimo um convite para uma bateção de boca.E o que tenho visto é gente querendo provar a qualquer custo que a sua razão é melhor que a do outro.

Eu estou criando uma metodologia para conversar sobre o tema manifestações.

Primeiro eu pergunto se todos nascemos com iguais condições aqui na Terra Brasilis?

Se a pessoa diz que sim. Ok. Bolsa família é a cachaça do acomodado.

Se não,aí eu peço para olharmos para o silêncio de ontem nas vilas e periferias. Qual o contexto atual? Como era antes das políticas públicas?

Aí vou tentando fazer a pessoa refletir que não tem essa de “eles” ganham sem receber. Eles são credores, meu caro.

Aí a pessoa me diz: eu pago os meus impostos, não devo nada para ninguém.

Trago algumas hipóteses para vermos se realmente não devemos nada:

1-Quem de nós acumulou e não dividiu nem que seja um pouco?

2-Quem de nós se coloca no lugar do outro?

3-Quem só pensa em seu consumo próprio?

Por fim, penso que nascer sem nada ou com muito pouco é o que separa as pessoas. E é bom lembrar que somos todos da mesma raça (sei que tão pedindo intervenção alienígena, mas parece que os caras não tão querendo assumir a gestão de crise daqui não).

É, mas pensando bem, talvez com a revolução dos Aliens, o sentido da palavra humanidade vai ter maior significado.

Palestra não é educação corporativa.

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Trabalhar é gerar cultura, “transmitir” informação não é educar. Dessa forma, para haver uma mudança é necessário inicialmente olharmos para a forma que a empresa entende o que é educação corporativa e o que é humanização das relações de trabalho.

Estudos em educação demonstram que significar gera maior aprendizagem do que decorar, assim, uma empresa que se propõem ensinar e aprender deve ter em mente que a educação deve priorizar o método de “ensinagem” e não achar que basta disponibilizar um conteúdo em sua universidade corporativa. Do contrário vira decoreba sem repercutir em uma prática. Então, a primeira inovação proposta é rompermos com o modelo tradicional de ensino, onde o professor (líder, coordenador, supervisor, chefe, palestrante) falando transmite o conteúdo e depois cobra na prova. Nas empresas, “as provas” de conhecimento poderiam ser representadas desde de um texto de um e-mail, um atendimento ao cliente, uma negociação de um contrato com fornecedores, indo para as apresentações em reuniões da diretoria, atendimento das normas do programa de compliance, chegando na comunicação dos resultados dos indicadores de desempenho da área.

Para auxiliar a gerar ou mudar uma cultura, uma estratégia é o uso da escrita reflexiva com diálogos a partir delas dentro do  dia a dia das equipes em busca do resultado pretendido. O método trabalha com situações práticas e através delas a equipe compreende os conceitos que a empresa quer que sejam “apreendidos”. Mas, mais do que isso ela trabalha com a relação humana do trabalho.

Com um caderno, uma ferramenta quase simplória em tempos tão tecnológicos pode-se mudar positivamente o clima da equipe criando um ambiente favorável a aprendizagem. As escritas da equipe, aliadas á uma hora de reunião por semana, onde também são usados princípios da gestão democrática, geram um sentimento de que todos são “donos” daquele aprendizado. Em esse “sentir” retoma a humanização na relação de trabalho porque aqueles sujeitos são reconhecidos como alguém além de funcionários. O diálogo proporcionado pela escrita reflexiva integra-os como pessoas que já chegam naquela empresa com um conhecimento prévio e que na maioria das vezes são desconsiderados pelos gestores. Além disso, a escrita proporciona a reflexão individual do porque faço sempre assim, gera um estímulo da autonomia na tomada de decisão e seus reflexos (também chamada de horizontalização da responsabilidade). Assim o líder abre espaço para um maior protagonismo daqueles colegas (não mais somente vistos como liderados) e que compõem o conhecimento sistêmico daquela unidade de trabalho a qual faz parte de um todo (a empresa). É importante ressaltar que nessa interação o desafio para a equipe é enfrentar os seus erros e acertos como pertencentes de um processo de desenvolvimento coletivo onde todos são mediadores desse saber fazer para o melhor para mim e para a empresa.

Pelos resultados obtidos na investigação do meu projeto de Mestrado em Gestão Educacional sobre aprendizagem dialógica em empresa jurídica, demonstro que mesmo com a necessidade das empresas em estipular metas e seguir normas, é através da empatia durante a ação de mobilização de uma equipe para o resultado que ele  vai ser concretizado. O desafio é estabelecer um modo de integração, que leve em conta a ideia de construção do conhecimento em grupo,com sensibilidade e baseado na consciência dos gestores da necessidade da humanização das relações de trabalho. Empresas que inovam, humanizando as relações, tendem a médio ou longo prazo, verificar a influência dessa opção na retenção de talentos, permanência da equipe (diminuição do turnover) e cada vez mais se destacar em uma realidade de mercado tão competitivo. Cito por fim, a lei Anticorrupção e a mudança da cultura.Atenção para essa lei que vai doer no bolso das empresas que continuarem acreditando que educação corporativa é apenas transmitir informações com treinamentos e manuais sem buscar primeiramente aprenderem a aprender.

BIBLIOGRAFIA:

ANASTASIOU, Léa das Graças Camargo; ALVES, Leonir Pessate (Org.). Processos de ensinagem na universidade: pressupostos para as estratégias de trabalho em aula. Joinville, SC: UNIVILLE, 2004.

 CUNHA, Maria Isabel. Contra o desperdício da experiência: a pedagogia do conflito revisitada. 1. ed. Porto Alegre: Redes, 2009.

FREIRE,Paulo;Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2014.

 

RIOS, Terezinha Azeredo. Compreender e ensinar: por uma docência da melhor qualidade. São Paulo: Cortez, 2001.

RIOS, Terezinha Azeredo. Ética e competência. São Paulo: Cortez, 1993.

Balas “Toffoli”

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De forma bagual:
Juiz Natural é um princípio constitucional que diz que para julgar uma causa o juiz deve ser 1) previamente constituído 2) essa competência deve ser determinada previamente e para causas abstratamente previstas (não pode para causa X ou y). Se o juiz for constituído para caso determinado,o referido princípio foi pro brejo com corda e tudo.
Para uma explicação com fundamentação técnica de primeira qualidade vide o Post do perfil do Professor Auri Lopes Jr (esse sabe).
Vai uma bala “Toffoli” aí?

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Não existe “O Poder”

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Portanto, não existe ‘o Poder’, o que existe são relações de poder, isto é, formas díspares, heterogêneas, em constante transformação. O poder não é um objeto natural, uma coisa; é uma prática social e, como tal, constituída historicamente. […] Uma das principais ideias que perpassam a analítica do poder de Foucault é uma espécie de deslocamento em relação á teoria política tradicional, que atribuía ao Estado o monopólio do poder. O que parece evidente nas investigações de Foucalt é a existência de uma rede de micro-poderes a ele (ao estado) articulados e que atravessam toda a estrutura social. Portanto, trata-se de buscar analisar o poder partindo não do seu centro (Estado) e ver como ele se exerce em níveis mais baixos da sociedade (análise descendente), mas o inverso, isto é, partir desses micro-poderes que atravessam a estrutura social e ver como eles se relacionam com a estrutura mais geral do poder que seria o Estado (análise ascendente).(DANNER*, 2009, p.787).

Sou a favor do controle social, das manifestações e passeatas. Mas acima de tudo da legitimidade do voto.Eu votei pela alternância do poder, mas fui vencida.

Vamos manifestar nossa insatisfação, nosso descontentamento. Vaiar, bater panela ok. Exigir uma mudança no comportamento de seu Representante, ou até de de quem não nos representa, BRAVO!

Mas vamos repensar a nossa, muitas vezes turva, visão do Poder.

“O Poder” não está só nas mãos do Executivo, porque o que existem, ao fim ao cabo, são as relações de poder.

Lamento, mas o Impeachment não vai mudar o Brasil, apenas isso.

E é sempre bom lembrar que o Bolsonaro é a favor do Impeachment.

*DANNER, Fernando. A genealogia do Poder em Michel Foucault. Porto Alegre.Iv Mostra de Pesquisada Pós-Graduação, 2009. Disponível em: < http://www.pucrs.br/edipucrs/IVmostra/IV_MOSTRA_PDF/Filosofia/71464-FERNANDO_DANNER.pdf >.

A (IN) EXISTENCIA DO CONTRATO DIDÁTICO EM SALA DE AULA E A EFICÁCIA DO CONTRATO EDUCACIONAL NO ENSINO SUPERIOR

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Trabalho apresentado na X Semana de Extensão, Pesquisa e Pós-graduação – SEPesq Centro Universitário Ritter dos Reis,ocorrida nos dias 20 a 24 de outubro de 2014.

Link:

http://www.uniritter.edu.br/eventos/sepesq/x_sepesq/arquivos_trabalhos/2968/279/283.pdf